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Turismo náutico gera renda extra para pescadores artesanais catarinenses

Nem só de peixe vivem os pescadores artesanais catarinenses. Em municípios como Balneário Barra do Sul e Bombinhas, no litoral do Estado, o turismo náutico é um excelente negócio para as famílias que decidem navegar por outras águas e garantir uma renda extra, especialmente quando o mar não está para peixe.

Capacitadas e com embarcações seguras, essas famílias oferecem passeios turísticos pela região e roteiros de pesca esportiva, aproveitando o grande fluxo de visitantes durante a temporada e a procura que ocorre nos fins de semana ao longo de todo o ano.

A Epagri é uma grande incentivadora dessa atividade como alternativa de renda lucrativa, leve e sustentável para as famílias da pesca artesanal. A Empresa oferece cursos sobre temas como turismo náutico, segurança no mar e legalização das embarcações, apoia a organização dos grupos de pescadores, assessora as famílias, divulga informações meteorológicas para a navegação e elabora projetos de crédito para fazer melhorias e adaptações nos barcos.

Em Balneário Barra do Sul, onde a principal atividade econômica é a pesca, o turismo náutico cresce com rapidez e impulsiona setores como comércio, serviços e hospedagem. A cada ano, a atividade atrai cerca de 40 mil pessoas que visitam a região para pescar peixes como o dourado, além de conhecer ilhas, praias, dunas, restingas, lagoa e outros atrativos naturais.

O município tem uma das maiores frotas de embarcações legalizadas do Brasil: são 32 barcos habilitados no transporte de passageiros para a pesca amadora e passeios no mar. Cada embarcação movimenta cerca de R$195 mil por ano, o
que significa a injeção de R$6,2 milhões na economia do município. O setor de turismo náutico de Balneário Barra do Sul envolve 25 famílias que se tornaram empreendedoras, e mantém cerca de 150 empregos diretos. Para muitas dessas famílias, a mudança
de rota deu tão certo que elas decidiram se dedicar integralmente ao negócio.

Em Bombinhas, onde a atividade também ganha força, são cerca de dez embarcações atuando no turismo náutico. Essa alternativa eleva a renda das famílias envolvidas em cerca de 30% e recebe apoio da Epagri na capacitação e organização dos pescadores, além da execução de projetos de crédito para viabilizar melhorias nas embarcações.

Passeio de barco complementa os altos e baixos da pesca

Marinheiro e pescador, Wilian da Cunha cresceu em Balneário Barra do Sul e aprendeu a se adaptar, tirando do mar a renda para a família de forma sustentável. Ele é descendente de pescadores e há cerca de 20 anos decidiu agregar outra atividade à tradição da família. Em 2003, vendeu o pequeno barco de pesca e financiou, com projeto elaborado pela Epagri, uma embarcação maior, adequada para o turismo, que segue com ele no mar até hoje.

O barco ‘Marinheiro Wilian’ realiza saídas de pesca esportiva todo fim de semana, exceto quando o tempo não permite. E nos dias úteis, Wilian vai para o mar com um barco de pesca capturar tainha, camarão, anchova, bicuda e outros peixes. “A renda para quem vive da pesca é cheia de altos e baixos, porque depende muito da época do ano e das condições do tempo. Por isso, hoje estou nos dois ramos – assim, uma atividade complementa a outra. A gente precisa se adaptar”, diz. Na média do ano, ele estima que cada atividade contribua com cerca de 50% da renda da família.

Wilian tem uma clientela bem formada. A maior parte dos turistas vem da região de Curitiba e de municípios como Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau. Todo fim de semana, ele conduz grupos de 10 a 16 pessoas pelo mar em busca de espécies como o dourado, que atrai muitos pescadores amadores à região durante o verão. No inverno, os peixes mais comuns são anchova e bicuda. A pesca esportiva é realizada próxima às ilhas que ficam na região de Balneário Barra do Sul e também em mar aberto.

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