Foi dada a largada para a colheita da safra de cebola 2026/27 no último dia 14 de outubro, durante o Dia de Campo da Cebola, realizado na Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEItu). A expectativa é que sejam colhidas na próxima safra 380,5 toneladas de cebola, segundo dados da Epagri/Cepa. Santa Catarina é a maior produtora de cebola do Brasil, respondendo por 30% da produção nacional. Cerca de 4 mil famílias catarinenses produzem cebola no Alto Vale do Itajaí, Meio-Oeste e Norte do Estado.

Participaram da solenidade de abertura de safra o presidente da Associação dos produtores de cebola de Santa Catarina (Aprocesc), Jorge Luiz Sardo, o presidente da Epagri, Dirceu Leite, o diretor de pesquisa, ciência e inovação da Epagri, Éverton Blainski, Djalma Rogério Guimarães representando a Associação de Engenheiros-Agrônomos de Ituporanga (Aeari) e os prefeitos de Atalanta, Claudio Volnei Sens, e de Ituporanga, Geison Kurtz.
O evento reuniu cerca de 500 participantes, entre estudantes de escolas técnicas, Agronomia e Agroecologia, agricultores, técnicos agrícolas, representantes de sindicatos rurais, cooperativas e da indústria agropecuária, que foram ao município no Alto Vale do Itajaí ver de perto os avanços da ciência para fortalecer a cadeia produtiva da cebola.

Na área de manejo, durante o giro técnico, os visitantes aprenderam sobre ervas daninhas, especialidade da engenheira-agrônoma e herbologista Taísa Dal Magro. O fitopatologista Edivânio Rodrigues Araújo mostrou a eficácia de fungicidas para as principais doenças foliares e a importância da rotação de princípios ativos, enquanto o entomologista Leandro Delalibera Geremias mostrou os avanços no manejo da mosca-da-raiz. Claudinei Kurtz, especialista em fertilidade do solo e novo gerente da EEITU, fez uma apresentação sobre manejo do solo para semeadura direta. Já o engenheiro agrícola Floriano Luiz Suszek apresentou o manejo da irrigação para a cultura da cebola.
Máquina de transplante de muda reduz necessidade de mão de obra

Na estação técnica “Melhoramento Genético e novos cultivares de cebola da Epagri”, os participantes conheceram cultivares com bom desempenho agronômico como o SCS373 Valesul e as pesquisas do melhorista Daniel Pedrosa Alves sobre cultivares híbridos, que têm bulbos mais padronizados e resistentes à podridão, adaptados ao clima úmido da região. Na última estação, o pesquisador Paulo Antônio Souza Gonçalves apresentou seus trabalhos sobre substâncias alternativas para o cultivo de cebola convencional e orgânica.
Durante a programação, também foi apresentado um maquinário que promete minimizar os custos com mão de obra, um grande gargalo da agricultura familiar. O extensionista rural Cristiano Schuch e o administrador da LCI máquinas, Cássio Ricardo Hoffmann, demonstraram como funciona o transplante de cebola mecanizado. O equipamento foi desenvolvido para ser utilizado, sobretudo, em cultivo com adubação verde (palhada), que ajuda na conservação do solo.
Após o giro técnico, os visitantes puderam saborear um sanduíche de entreveiro e, à tarde, um gostoso café com bolos e biscoitos. Quem ficou curioso sobre como a cebola pode ser versátil na cozinha, também teve a oportunidade de experimentar pratos à base de cebola oferecidos por um foodtruck.
Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc
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