Chapecó ganha laboratório de sanidade animal

Biotecsa vai trazer reflexos positivos à produtividade e à qualidade do leite (Foto: Divulgação Epagri)

A Epagri agora tem uma estrutura com tecnologia de ponta no Oeste do Estado para trabalhar pela saúde do rebanho bovino. O Laboratório de Biotecnologia em Sanidade Animal (Biotecsa) foi inaugurado em junho, dentro do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó.

O Oeste catarinense é a maior bacia leiteira do Estado, respondendo por 75,1% da produção, e também concentra 48,1% do rebanho de corte. Para atender a demanda de pesquisa para essas duas importantes cadeias do agronegócio catarinense, o laboratório vai trabalhar com foco em diagnóstico microbiológico e molecular de enfermidades que afetam a produção animal e a saúde pública.

“Além de comprometer a qualidade do leite, algumas doenças, como tuberculose e brucelose, podem ser transmitidas aos humanos. Leite e derivados infectados com outros patógenos, como a salmonela e o estafilococos, podem causar intoxicação alimentar e outros males à saúde de quem consome. O laboratório vai gerar informação para ajudar a combater esses riscos”, explica o médico-veterinário Vagner Miranda Portes, pesquisador da Epagri/Cepaf à frente do Biotecsa.

O laboratório conta com tecnologia de ponta, inclusive para realização de testes de DNA. Entre as funções da nova estrutura está a de auxiliar na elaboração de uma visão epidemiológica dos patógenos infecciosos circulantes na cadeia láctea do Oeste de Santa Catarina, trazendo subsídios para programas de vigilância e de saúde pública. Também serão gerados conhecimentos estratégicos para controle de mastite e da sanidade bovina.

O Biotecsa deve trazer reflexos positivos à produtividade e à qualidade do leite, além de gerar informações para a indústria de laticínios que auxiliem na criação de medidas voltadas para a qualidade e a segurança dos alimentos. A estrutura será compartilhada com a de outros laboratórios já existentes no Cepaf, somando a capacidade laboratorial instalada. Também foram investidos R$200 mil em equipamentos, com verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), do PAC Embrapa e da própria Epagri. 

(Publicado em Vol. 31, nº3, set./dez. 2018)