Linha de crédito favorece produtores de orgânicos em SC

São cerca de mil famílias do Estado dedicadas a esse sistema de cultivo (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Os produtores rurais catarinenses estão atentos à demanda por alimentos mais saudáveis e o cultivo de orgânicos está se tornando uma importante fonte de renda no meio rural. Com cerca de mil produtores e um crescimento em ritmo acelerado, Santa Catarina criou um programa para fortalecer essa cadeia produtiva.

Com o Programa Menos Juros, os produtores de orgânicos – enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – poderão contrair financiamentos de até R$ 100 mil, com oito anos de prazo para pagamento. Os juros são pagos pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, num limite de 2,5% ao ano.

A produção orgânica cresce no País num ritmo de 15% a 20% ao ano. Em Santa Catarina, estima-se que haja mil famílias dedicadas a esse sistema de produção, principalmente na Grande Florianópolis e nas regiões Sul, de Lages e de São Joaquim. Dos produtos orgânicos consumidos em Santa Catarina, 87% têm origem no próprio Estado.

Fiscalização

Santa Catarina possui o principal programa do País para verificar a presença de resíduos de agrotóxicos em produtos vegetais orgânicos. O Programa de Monitoramento da Produção Orgânica é executado pela Cidasc, com o apoio do Programa SC Rural, e, nos últimos três anos, analisou mais de 1.400 amostras.

O programa faz o controle de 13 culturas (batata, cenoura, maçã, cebola, alface, banana, feijão, arroz, tomate, repolho, pimentão, morango e brócolis) em todas as regiões do Estado. As amostras são analisadas por um laboratório creditado pelo Inmetro. Os exames analisam a presença de 257 princípios ativos de agrotóxicos e, caso haja alguma irregularidade, o Ministério da Agricultura é acionado para realizar a fiscalização na propriedade rural ou no ponto de venda. Uma cópia dos laudos é encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina para que sejam tomadas providências.

(Publicado em Vol. 31, nº2, mai./ago. 2018)