OIE reconhece SC e RS livres de peste suína clássica

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Expectativa é que a certificação abra portas para no mercado internacional (Foto: Nilson Teixeira/Epagri)

Santa Catarina e Rio Grande do Sul receberam certificação internacional como zona livre de peste suína clássica pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE). O documento foi entregue no fim de maio durante a 83ª Assembleia Mundial da OIE, em Paris, na França. Essa é a primeira vez que a entidade certifica países ou zonas livres da doença. Os dois estados do sul são a única região do Brasil e uma das poucas do mundo com esse reconhecimento.

“Temos uma condição diferenciada em relação aos outros estados brasileiros e isso é determinante para a conquista e a manutenção de mercados internacionais para a nossa carne suína”, comenta o secretário da agricultura em Santa Catarina, Moacir Sopelsa. Essa é a segunda certificação internacional que garante a excelência sanitária do rebanho catarinense. Desde 2007, a OIE reconhece o Estado como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

A peste suína clássica é causada por um vírus que provoca febre e hemorragia em diversos órgãos, com elevada taxa de mortalidade em leitões. Ela ocorria com frequência no sul do Brasil até a década de 1980, mas já faz 25 anos que não há registro da doença no rebanho catarinense. O Estado mantém um rigoroso controle da sanidade animal por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), com a participação de criadores e entidades ligadas ao setor.

Santa Catarina é o maior produtor e exportador nacional de carne suína. São 10 mil criadores integrados às agroindústrias e independentes, que produzem cerca de 850 mil toneladas de carne por ano. Com rebanho efetivo estimado em 7,9 milhões de cabeças, o Estado responde por aproximadamente 35% das exportações brasileiras.

(Publicado em Vol. 28, nº2, ago./dez. 2015)