A recente visita de uma comitiva do Rio Grande do Sul a unidades da Epagri consolida ainda mais a instituição como referência no Brasil. No caso específico, autoridades e produtores de uva do Estado vizinho estiveram no Meio-Oeste de Santa Catarina para conferir o sistema antigranizo utilizado na proteção de produções e conheceram as uvas viníferas resistentes a doenças, as chamadas Piwi.
O Sistema Antigranizo é voltado à implantação e operacionalização de um mecanismo de controle de granizo com geradores de solo, com queimadores de iodeto de prata. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que se desintegram antes de atingirem o solo.
O sistema está instalado em 13 municípios: Arroio Trinta, Caçador, Calmon, Fraiburgo, Ibiam, Lebon Régis, Macieira, Matos Costa, Pinheiro Preto, Rio das Antas, Tangará, Timbó Grande e Videira. Neste ano estão previstos outros 13 municípios: Atalanta, Aurora, Bom Jardim da Serra, Chapadão do Lageado, São Joaquim, Imbuia, Iomerê, Ituporanga, Joaçaba, Lacerdópolis, Petrolândia, Presidente Castello Branco e Vidal Ramos.

(Fotos: Pablo Gomes/Epagri)
“Nosso objetivo é conhecer com detalhes a utilização do sistema antigranizo trabalhado com iodeto de prata. Santa Catarina tem uma expertise acumulada no combate ao granizo com esta tecnologia. E é impossível falar de agricultura em Santa Catarina sem conversar com a Epagri. A demanda de utilização deste sistema no Rio Grande do Sul partiu do setor vitivinícola. Então, nosso objetivo aqui é conhecer este processo e entender como a Epagri tem trabalhado com o avanço da vitivinicultura em Santa Catarina”, disse, em Videira, Márcio Madalena, secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul.
A comitiva gaúcha liderada pelo secretário Márcio Madalena foi recepcionada pela equipe da Epagri, chefiada pelo diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Reney Dorow.

“É muito comum os produtores utilizarem as telas antigranizo, mas eles nunca podem confiar apenas em uma ferramenta de controle. Por isso, nós temos o radar e todo um sistema muito eficiente na região do Vale do Rio do Peixe. Este mecanismo ajuda a reduzir o tamanho das pedras e os danos. É algo que realmente deu certo, seja para a maçã, uva, frutas de caroço e demais culturas que aqui temos”, completa o engenheiro-agrônomo André Luiz Kulkamp de Souza, gerente da Estação Experimental de Videira.

Uvas resistentes a doenças também inspiram produtores gaúchos
Ainda em Videira, a comitiva gaúcha, composta por autoridades, produtores, técnicos e agentes de Defesa Civil de 22 municípios, conheceu as uvas Piwi – termo derivado da palavra alemã “pilzwiderstandsfähigen” que, em português, significa “resistente a doenças fúngicas”.
Recentemente, a Epagri e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com instituições da Alemanha, da Hungria e da Itália, lançaram as variedades Felicia e Calardis Blanc, que têm atraído cada vez mais adeptos, resultam em vinhos finos de excelente qualidade e conquistam os consumidores mais exigentes.

“A partir do momento que nós temos uma instituição com a envergadura da Epagri trabalhando variedades específicas com resistência a alguns patógenos, é de fundamental importância que o nosso setor no Rio Grande do Sul possa também se atualizar e entender como Santa Catarina está trabalhando neste processo. E no momento de celebração do acordo Mercosul-União Europeia, onde um dos setores sensíveis ao acordo é o setor vitivinícola, a pesquisa, a extensão e os trabalhos de qualidade realizados no Brasil precisam ser valorizados e todas as experiências conhecidas devem ser compartilhadas”, conclui o secretário Márcio Madalena.

Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Com informações de Andréia Oliveira, Assessoria de Comunicação SAPE
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(48) 3665-5407/99661-6596
Acompanhe como foi a visita da comitiva do Rio grande do Sul às unidades da Epagri.