O Projeto Gestão Jovem Rural, conduzido pela Epagri em Campos Novos, iniciou suas atividades em 26 de março. A iniciativa surgiu em 2024, em um projeto piloto na cidade de Joaçaba, e busca oportunizar a permanência dos jovens no meio rural através de uma articulação entre a Epagri, o Centro de Integração Empresa-Escola de Santa Catarina (CIEE), o Ministério do Trabalho e as empresas parceiras. Neste modelo, o CIEE faz a mediação do contrato na modalidade de Jovem Aprendiz e realiza parte da capacitação, enquanto a Epagri conduz a formação técnica em gestão diretamente na propriedade rural.

Os participantes recebem uma remuneração de aproximadamente R$1 mil, além de benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. A duração do programa é de 24 meses, com visitas e reuniões quinzenais, além de encontros online e exercícios práticos. O extensionista da Epagri em Lacerdópolis e coordenador do projeto, Rômulo Amaral, destaca que “essa é uma iniciativa inovadora, fruto da união de forças, que oferece muito mais do que uma capacitação, proporcionando uma verdadeira jornada de transformação voltada a garantir o futuro e a sustentabilidade da agricultura familiar catarinense por meio da sucessão rural”.
Na região de Campos Novos, dez jovens foram selecionados para atuar nas empresas Copercampos e Coolacer, de Lacerdópolis. Durante o encontro, realizado no final de março, os oito jovens contratados pela Copercampos foram recebidos, junto aos seus familiares, por representantes da empresa e da Epagri para conhecerem os detalhes do Projeto. “Buscamos alinhar os principais objetivos e mostrar as oportunidades que se abrem com a adesão à Gestão Jovem Rural, não apenas para os jovens e o desenvolvimento das propriedades rurais, mas também para suas famílias” afirma o gerente regional da Epagri em Campos Novos, Túlio César Dassi.
Da formação ao projeto de gestão da propriedade
A iniciativa tem como objetivo preparar esses jovens para assumir, de forma organizada e eficiente, a gestão das atividades rurais, fortalecendo a sucessão familiar no campo. Para isso, o projeto se estrutura sobre a metodologia “Mão na massa e tela no campo”, um método imersivo desenvolvido para integrar teoria e prática. O trabalho é validado com as visitas de acompanhamento realizadas pela Epagri.
A cada mês são trabalhados temas específicos, como o diagnóstico da propriedade, recursos naturais e sustentabilidade, planejamento, precificação, marketing, inovação, tomada de decisão, empreendedorismo e liderança e gestão. Ao final, os jovens devem apresentar um projeto de gestão da propriedade, integrando de forma prática todos os conhecimentos adquiridos ao longo do programa.
Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc
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