A Epagri/Ciram começou a disponibilizar em março a previsão de Risco de Fogo (RF) para Santa Catarina. O serviço apresenta a probabilidade de ocorrência de um incêndio devido a fatores ambientais como tempo seco, vento e presença de vegetação. A previsão é diária e traz o RF estimado para o dia atual e os três dias seguintes.

O RF é classificado em cinco níveis de intensidade: mínimo, baixo, médio, alto e crítico. Acesse aqui para ver a previsão. Para Felipe Marques de Andrade, pesquisador meteorologista da Epagri/Ciram, a plataforma contribui para ações de prevenção, planejamento operacional e tomada de decisão, especialmente em períodos de maior suscetibilidade à queimadas.
“A disponibilização do RF representa um importante avanço para órgãos de monitoramento ambiental, defesa civil, setor florestal, agricultura e gestão pública, além de pesquisadores e demais usuários que necessitam acompanhar as condições favoráveis à ocorrência e propagação de fogo”, afirma o pesquisador.
A plataforma utiliza um sistema desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), customizado para Santa Catarina pelo setor de meteorologia da Epagri/Ciram. A adaptação permite uma representação mais adequada da variabilidade regional de RF no Estado. O sistema é baseado em prognósticos do modelo numérico Global Forecast System (GFS), com resolução espacial aproximada de 25Km.
Entre as variáveis consideradas pelo sistema estão precipitação, temperatura máxima do ar e umidade relativa mínima do ar. A previsão de RF também incorpora condições iniciais derivadas do RF observado, estimado a partir do histórico de precipitação acumulada nos últimos 120 dias. Segundo Felipe, o método também analisa o tipo de vegetação, a altitude, a latitude e os registros de focos de queimadas.

Um aspecto fundamental para a qualidade da previsão de RF é a utilização da ampla rede de estações meteorológicas gerenciada pela Epagri/Ciram, distribuída por todo o território catarinense. Essas plataformas fornecem dados observados em tempo real, como temperatura do ar, umidade do ar e precipitação, que são essenciais para validar e ajustar os produtos de previsão de RF.
“Com esses dados, conseguimos ter maior acurácia na representação das condições locais e no monitoramento contínuo do risco de incêndios”, explica Felipe.
Em Santa Catarina, o período mais vulnerável às queimadas vai de julho a outubro. No ano passado, o estado apresentou 1.478 focos ativos de queimadas, segundo plataforma de dados do Programa Queimadas do INPE. Na série histórica, iniciada em 1998, o pior ano foi 2003, com 7.648 focos.
Mais informações:
Felipe Marques de Andrade – Pesquisador Meteorologista Epagri/Ciram
(48) 3665-5007; (48) 3665-5008; (48) 3665-5172; (48) 3665-5418 – felipeandrade@epagri.sc.gov.br
Por: Cléia Schmitz, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc
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