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Centros de Pesquisa da Epagri em Itajaí e Ituporanga somaram 2280 visitantes em 2025

A Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) recebeu 1288 visitantes em 2025, entre produtores, técnicos, comunidade acadêmica, alunos do ensino fundamental, EJA, escolas agrícolas, Cedups, intercambista internacional, cooperativas e associações, representantes de empresas e de centros de pesquisa brasileiros e estrangeiros para firmar acordos de cooperação científica visando o desenvolvimento sustentável do setor agrícola. O Campo Experimental de Piscicultura (Cepit), especializado em melhoramento genético de tilápia, teve 256 visitantes. Já a Estação Experimental de Ituporanga (EEITU), referência em desenvolvimento de cultivares de cebola, recebeu 561 pessoas ao longo do ano.

Time de pesquisadores do Projeto Hortaliças recebeu 372 visitantes no TecnoHorti (Fotos: Renata Rosa/Epagri)

A EEI é referência nacional em pesquisa de arroz irrigado, bananicultura, pitaia, citros e produção orgânica de hortaliças. A gerente Ester Wickert, especialista em arrozes especiais, destaca que as pesquisas desenvolvidas na Estação estão alinhadas com as necessidades das cadeias produtivas do Litoral Norte catarinense, por isso se tornou um ator importante para dar suporte aos produtores da região. Através do trabalho de campo dos extensionistas junto aos produtores, que trazem as demandas dos agricultores para os pesquisadores, é possível traçar um planejamento para buscar soluções, testando novas formas de manejo e desenvolvendo cultivares mais produtivos e eficientes. 

“Trabalhar em conjunto com a extensão rural tem permitido que as nossas tecnologias cheguem até o homem do campo. A integração de todos os atores  – pesquisa, extensão, setor produtivo e ensino técnico – é fundamental para o desenvolvimento tecnológico do setor. Não existe inovação sem essa integração”, enfatiza.

O Projeto Arroz recebeu cerca de 100 pessoas ao longo de 2025. Estudantes dos Institutos Técnicos Federais (IFC) de diversos municípios puderam conhecer as pesquisas em melhoramento genético, desenvolvimento de cultivares e sementes, arrozes especiais, manejo sustentável, utilização de tecnologia de ponta para o uso racional de insumos e controle biológico de arroz irrigado através de bioinsumos

Em dezembro, 35 produtores da Associação Catarinense dos Produtores de Arroz Irrigado (Acapsa), se reuniram com os pesquisadores e extensionistas da EEI para comemorar os 30 anos de atividade. Para o presidente da entidade, Rogério Dagostin, a parceria com a Epagri para produzir sementes de qualidade foi fundamental para agregar valor ao grão e melhorar a rentabilidade do agricultor, consolidando o Estado como segundo maior produtor de arroz do Brasil. “Nos anos 1990, a gente produzia 120 sacas por hectare. Hoje são 220 sacas por hectare, ou seja, quase dobrou a produção e na mesma área plantada”, comemora.

Produtores de arroz irrigado comemoraram parceria com pesquisadores em evento realizado no auditório da EEI em dezembro

Cultivo protegido e SPDH foram destaques no TecnoHorti

O maior destaque de 2025 no Projeto Hortaliça foi o TecnoHorti, que recebeu 372 visitantes no dia 3 de julho. Autoridades, produtores, estudantes e técnicos puderam conhecer inovações voltadas à produção de hortaliças orgânicas desenvolvidas pelo time de 10 pesquisadores. O evento apresentou seis vitrines com pesquisas sobre adubação, controle de pragas, produção de mudas, novos cultivares, biofertilizantes e sistemas de cultivo, como o cultivo protegido e o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). Ao longo do ano, mais 396 pessoas, entre estudantes, produtores e gestores públicos, visitaram a EEI para conhecer as tecnologias inovadoras de produção orgânica de hortaliças. 

O setor de fruticultura, que abrange pesquisas nas áreas de bananicultura, cultivo de pitaia e citros, recebeu 355 visitantes em 2025. O pesquisador Ricardo Negreiros foi o responsável por atender estudantes de ensino fundamental e médio, além de receber um grupo de produtores acompanhados por extensionista do Instituto do Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR). Eles vieram conhecer experimentos em bananicultura, como cultivares, pós-colheita, nutrição e fertilidade do solo, controle de doenças e irrigação. 

A especialista em citros, Luana Castilho Maro, foi Ela também foi a orientadora do intercambista da Guiné-Bissau em junho

Alessandro Borini Lone, especialista em pitaia, fez a visita guiada de alunos de Institutos Federais (IFC), Cedups, e professores e universitários da UFSC. Já Luana Castilho Maro, especialista em citros, atendeu a comitiva japonesa da Empresa Ogonomura para futura parceria de cooperação técnica com o intuito de testar o plantio do limão “Yuzu” em Santa Catarina. Ela também foi a orientadora do intercambista da Guiné-Bissau, Amara Bangura, mestrando do Instituto Politécnico de Beja, em Portugal.

Sustentabilidade e fortalecimento da cadeia produtiva da tilápia no Cepit

No Cepit, o destaque do ano foi o lançamento do projeto “Edição genômica de tilápias da linhagem Epagri SC”, em 19 de maio, reunindo autoridades, pesquisadores e a comunidade acadêmica. Na oportunidade, o gerente do Centro de Desenvolvimento de Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap), André Luís Tortato Novaes, também apresentou o projeto de desenvolvimento de algicultura Kappaphycus alvarezzi. As iniciativas contam com aporte financeiro de cerca de R$5,7 milhões proveniente de emendas parlamentares.

O pesquisador Bruno Corrêa mostrou aos convidados os investimentos em tecnologia de ponta para o melhoramento genético da tilápia

Os projetos visam ampliar a produtividade e a competitividade da piscicultura, com o uso de tecnologias avançadas de melhoramento genético e novas estruturas laboratoriais, além de explorar o potencial das algas na alimentação animal e em diferentes segmentos industriais. As pesquisas também contribuem para a sustentabilidade, fortalecimento da cadeia produtiva e novas oportunidades de renda para produtores.

Entre as pessoas que visitaram o Cepit em 2025, estão professores e estudantes de IFCs e universidades, como a UFPR (Umuarama/PR) e o Cedup de Água Doce. O curso de piscicultura para técnicos, realizado em junho, capacitou 43 profissionais da região Sul em qualidade de água em fazendas de cultivo e nutrição. Já no Encontro com Produtores de Alevinos reuniu 36 produtores em agosto. Em pauta estavam os resultados das pesquisas dos últimos dois anos em melhoramento genético, reprodução e produção de alevinos.

Dia de Campo da Cebola 2025 iniciou colheita com ato simbólico

EEITU já lançou 10 cultivares de cebola ao longo de 42 anos de pesquisa (Foto: Divulgação/Epagri)

A Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEITU) recebeu 561 pessoas no Dia de Campo e Abertura da Colheita de Cebola, em 8 de outubro. Nesta edição, técnicos, estudantes e produtores do Alto Vale do Itajaí e outras regiões catarinenses puderam conhecer tecnologias de manejo de adubação, doenças, pragas, plantas daninhas, produção orgânica de cebola, pesquisas com cultivares de polinização aberta e híbridos de cebola. Desde 1984, já foram desenvolvidos e lançados 10 cultivares de cebola na EEITU.

“Hoje, há cultivares licenciados por empresas que representam boa parte da cebola plantada em Santa Catarina, mas também do Paraná, Rio Grande do Sul e outras regiões do país, como Centro-oeste e Sudeste. E alguns cultivares estão sendo exportados para o Paraguai”, revela o gerente Gerson Wamser.

Gerson destaca a relação de parceria da EEITU com os produtores, recomendando adubos com melhor eficiência técnica e econômica, e trabalhos em fitossanidade que atuam na melhoria da produtividade e reduzem os custos de produção. Além de outros serviços prestados, como análise de solo e diagnóstico de doenças, não só na cultura da cebola, como no cultivo de fumo, trigo, soja e maracujá. 

Por ser uma referência em pesquisa agrícola no Alto Vale, frequentemente o time de pesquisadores é convidado para dar palestras e cursos para técnicos e produtores em cooperativas e associações de municípios como Aurora, Petrolândia, Atalanta, Santa Terezinha, Bom Retiro, Angelina e Leoberto Leal. Assim como recebem grupos de estudantes do ensino fundamental e técnico e a nova geração de agricultores, interessados em conhecer as inovações tecnológicas desenvolvidas na EEITU. 

Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407 / 99161-6596

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