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Epagri promove 1º Dia de Campo para os CEDUPs e Casas Familiares Rurais na Estação Experimental de Itajaí

Cento e oitenta alunos dos Centros de Educação Profissional Agrotécnicos (Cedup) dos municípios de Água Doce, Campo-Erê e da Casa Familiar Rural (CFR) de Armazém, tiveram uma experiência enriquecedora no dia 22 de outubro na Estação Experimental de Itajaí (EEI). A Estação foi escolhida para dar início ao projeto que pretende aproximar os futuros técnicos agrícolas do que existe de mais inovador em pesquisa agropecuária e extensão rural, além de conhecer culturas diferentes de suas regiões.

Os estudantes conheceram as pesquisas nos projetos de fruticultura, arroz, hortaliças orgânicas e piscicultura (Fotos: Renata Rosa/Epagri)

A maratona de conhecimento começou pelo estande de bioinsumos, onde o fitopatologista Alexandre Visconti e o entomologista Alexandre Menezes apresentaram suas pesquisas sobre controle biológico com insetos e fertilidade e sanidade das plantas. Alexandre Visconti mostrou como funciona a Unidade Portátil de Produção de Biofertilização Aeróbico – Modelo Epagri, que foi premiada este ano no 1º Concurso Nacional de Inventos, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Embrapa. 

Depois, os estudantes conheceram as pesquisas relacionadas à fruticultura. Ramon Scherer fez uma explanação sobre bananicultura e os cultivares já lançados pela Epagri. Luana Castilho Maro, especialista em citros, apresentou sua pesquisa sobre propagação de plantas livres de vírus e a coleção de variedades de laranjas, limões e tangerinas no banco de germoplasma. Já o fitotecnista Alessandro Borini mostrou as variedades de pitaia cultivadas no campo experimental.

No Projeto Hortaliça, os futuros técnicos agrícolas conheceram o cultivo experimental abrigado e suspenso

Em seguida, o grupo foi conhecer o Projeto Hortaliça, onde o pesquisador Rafael Morales descreveu os benefícios de seu experimento com cultivo protegido e elevado, que dá mais conforto aos produtores, que não precisam se abaixar para fazer a colheita, além de diminuir a necessidade de mão-de-obra. Daniel Suek Zanin falou sobre produção de mudas.

A bordo de um bondinho, o grupo seguiu para o Centro Experimental de Piscicultura (Cedap/Cepit), onde conheceu os trabalhos de melhoramento genético da tilápia de Bruno Corrêa da Silva e da zootecnista Alexandra dos Santos. No Projeto Arroz, os jovens conheceram a Casa de Vegetação, onde são realizados experimentos em ambiente controlado com defensivos agrícolas para controlar ervas daninhas, doenças e pragas. No Galpão do Arroz, os pesquisadores André Felipe Moreira Silva e Klaus Scheuermann apresentaram o sistema de produção de arroz irrigado e desenvolvimento de cultivares.

Para finalizar, os estudantes conheceram um pouco do trabalho realizado nos laboratórios e na extensão rural no Estande das Tecnologias Institucionais, onde também participaram de atividades lúdico-pedagógicas, como adivinhar o peso de uma tilápia gigante e quantas bananas tem um cacho de Cavendish (caturra). Antes da fala das autoridades, os alunos do Cedup de Campo-Erê, Luiz Augusto Fritzen e Samuel Henrique Pauletti Rockembach, emocionaram os presentes com uma apresentação de dois clássicos da música caipira: “No dia em que eu saí de casa” e “Do fundo da grota”.

Estudantes de Campo-Erê resgataram canções sertanejas raiz para apresentar aos colegas e autoridades

Integração de pesquisa, extensão e ensino agrotécnico

A Diretora de Ensino Agrotécnico da Epagri, Andréia Meira, falou da importância de trazer os jovens para conhecer as metodologias de extensão e novas tecnologias desenvolvidas na EEI. “Aqui eles tiveram acesso à pesquisas que são referência em atividades produtivas de destaque regional e nacional, agregando conhecimento ao que recebem na escola e levando estas informações para suas propriedades rurais”, destacou.

Andréia fez questão de abrir espaço para representantes de turma darem seus depoimentos sobre a oportunidade de conhecer a EEI. Maisa Prestes Lamp, 17 anos, do Cedup de Campo Erê, município do Oeste do Estado, disse que a família é produtora de leite e que pretende ingressar numa faculdade de medicina veterinária. 

“Uma das coisas que mais me impressionou e aos meus colegas foi a produção de arroz irrigado. Para muitos de nós, foi uma experiência nova porque não conhecíamos esta cultura e as técnicas utilizadas neste sistema de cultivo e como é feito o manejo da água. Como futuros técnicos, estes conhecimentos vão nos ajudar muito”, garante. 

Maisa (à direita) pretende ingressar na faculdade de medicina veterinária e disse que se impressionou com o sistema de arroz irrigado

Carlos Eduardo da Silva, 17, do Cedup de Água Doce, disse que o Dia de Campo foi além das expectativas da turma do Meio-Oeste catarinense. “Foi uma experiência excepcional conhecer as culturas de outra região, como o arroz irrigado, a pitaia, a banana e a piscicultura. Tenho certeza que esta visita ficará marcada na vida de todos que estiveram presentes”.

Everton Blainski, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Epagri, disse que a escolha pela EEI para iniciar o projeto se deve à capacidade de receber um grande público e a qualidade do trabalho desenvolvido, já que é uma das estações com maior índice de adoção de tecnologias pelos produtores. 

“O mais importante e desafiador é fazer com que estas tecnologias cheguem aos beneficiários. Trazer este público jovem pra cá, com suas vivências, e mostrar à eles a jornada do desenvolvimento de uma tecnologia é uma oportunidade para nós, gestores, conhecermos este público jovem e nos adaptarmos para atender da melhor forma possível aos seus interesses, afinal, futuramente, podem ser parceiros da Epagri”, afirmou. 

O gerente do Departamento Estadual de Ensino Agrotécnico (Detec), Darci Pitton Filho, disse que eventos como este são necessários, pois os estudantes têm necessidade de complementar a formação acadêmica. “A EEI tem pesquisa em culturas e atividades agropecuárias diferentes do que conseguimos proporcionar aos nossos alunos por causa das características climáticas, de solo e relevo típicas de cada região. No ano passado, a EEI já havia recebido alunos do Cedups e o feedback sempre foi muito positivo, até por conta das oportunidades que se abrem para estes alunos”, pontuou.

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, disse que o objetivo do projeto é compartilhar o que a pesquisa agropecuária tem de mais moderno para quem está finalizando o ensino médio profissionalizante. “Estes estudantes vão passar o conhecimento para frente, em suas propriedades, fazendo extensão ou investindo em uma faculdade. E nada mais justo do que vir conhecer uma das maiores estações experimentais da Epagri. Uma estação que tem uma história de sucesso em rizicultura, fruticultura tropical e hortaliças e, agora, com bioinsumos. Começar este projeto por Itajaí é começar com o pé direito”, afirmou.

Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407 / 99161-6596

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