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Gerente da Epagri/Ciram dá palestra na comemoração dos 30 anos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático

A pesquisadora e gerente da Epagri/Ciram, foi uma das palestrantes da 9ª Reunião da Rede Zarc Embrapa. Ela falou sobre a contribuição da instituição catarinense para a construção e consolidação do Zarc ao longo das últimas décadas.  A reunião aconteceu entre 28 e 30 de abril de 2026, em Brasília, e marcou a comemoração dos 30 anos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc. 

Cristina Pandolfo durante palestra na 9ª Reunião da Rede Zarc Embrapa

A programação discutiu os avanços do Zarc, sua integração com políticas públicas de crédito e seguro rural e os desafios da gestão de riscos climáticos na agricultura brasileira. Participaram da reunião pesquisadores da Embrapa e de instituições parceiras, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, Banco Central, seguradoras, cooperativas, assistência técnica e setor produtivo. 

Além de Cristina, a Epagri/Ciram foi representada pelas pesquisadoras Elisângela da Silva e Valéria Pohlmann, que atuam na geração e aplicação de informações agroambientais para Santa Catarina.  A gerente entende que a presença da equipe reforça o papel da Epagri/Ciram na organização e qualificação de bases climáticas, na análise de riscos agroclimáticos e na geração de informações aplicadas ao planejamento agrícola. 

Equipe de Zoneamento Agroambiental da Epagri/Ciram com a presidenta da Embrapa Silvia Massruhá durante evento comemorativo dos 30 anos da Rede Zarc, em Brasília (Fotos: Divulgação / Epagri)

Um dos destaques da reunião foi o lançamento e a ampliação do Zarc Níveis de Manejo, uma evolução metodológica que passa a considerar a qualidade do manejo do solo na estimativa do risco climático. A proposta reconhece, inclusive por meio do aumento da subvenção do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que práticas conservacionistas comprovadas e sistemas produtivos bem estruturados podem aumentar a capacidade de armazenamento de água no solo e reduzir a vulnerabilidade das lavouras, especialmente em períodos de déficit hídrico.

Criado em 1996, o Zarc tornou-se uma das principais ferramentas de apoio ao planejamento agrícola no Brasil. A tecnologia indica períodos de semeadura ou plantio com menor risco de perdas por adversidades climáticas, considerando clima, solo e ciclo das culturas. Para Valéria, pesquisadora da Epagri/Ciram, a atuação na Rede Zarc reforça a importância da integração entre pesquisa, extensão rural, políticas públicas e setor produtivo. “Em um cenário de maior variabilidade climática e ocorrência de eventos extremos, ferramentas como o Zarc são fundamentais para orientar decisões de plantio, reduzir perdas agrícolas e apoiar a sustentabilidade da produção agropecuária”, destaca.

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