O professor argentino Guilhermo Ander Egg, da Facultad de Ciencias Agrarias da Universidad Nacional de Cuyo, em Córdoba, esteve em Santa Catarina para conhecer o trabalho de extensão realizado pela Epagri. Entre os dias 16 e 20 de março o acadêmico conheceu de perto a atuação da Empresa junto às famílias agricultoras ao visitar duas propriedades rurais familiares em Biguaçu, município a cerca de 30km da capital catarinense. Ele também participou de reunião na Sede da Epagri, em Florianópolis.
Os extensionistas Rose Gerber e Marcelo Zanella foram os responsáveis por receber o professor. “O professor saiu muito satisfeito em ver como o trabalho de extensão, respaldado pela ferramenta de políticas públicas, pode fazer a diferença na vida das pessoas”, afirma. Segundo ela, “os produtores relataram a importância de terem o acompanhamento da assistência técnica e extensão rural pública e foram enfáticos em dizer que o trabalho da Epagri transformou suas vidas”.

Essa foi uma das constatações que Guilhermo fez ao visitar as propriedades e ouvir os relatos das famílias atendidas. Paulo Roberto Souza e Jane Terezinha Felisbino Souza mostraram como praticam agricultura orgânica na propriedade de apenas 5 mil metros quadrados. Com a orientação da Epagri, eles cultivam mais de 40 espécies, entre frutas, hortaliças e flores comestíveis.
A família, que é natural da Serra catarinense, trabalhou inicialmente como funcionária de propriedades rurais de Biguaçu. Com o apoio da Epagri e acesso às políticas públicas, o casal conseguiu adquirir a terra, de onde tira renda suficiente para se manter na atividade rural, mesmo com área pequena. “A família relatou a satisfação de contar com o trabalho da Epagri para alcançar seus objetivos”, revela Rose.
Na segunda propriedade visitada, o professor ouviu outro relato do apoio das equipes de extensão, desde o acesso à terra, até a assistência técnica nas atividades produtivas. Os irmãos Ivan e Ivonei Diomar de Souza trabalham com suas esposas Sandra e Joelma, e o jovem Luiz Felipe. Eles cultivam cenoura, beterraba, pimentão, milho-verde, mandioca, batata-doce e maracujá.
Relato dos produtores reforçou importância da extensão
“Junto a estas duas famílias o professor conheceu o trabalho da extensão e o uso das políticas públicas de forma mais aprofundada, desde a compra da terra, através do crédito fundiário, operado pela Epagri, compra de máquinas e implementos, até o investimento mais recente na construção de área de cultivo de maracujá”, descreve Rose.
De acordo com a extensionista, o relato dos produtores reforçou a importância da participação das equipes de extensão, seja no acesso à terra ou na assistência técnica para as atividades produtivas.

Antes de visitar as propriedades, o professor participou de uma reunião na Sede da Epagri, em Florianópolis, que contou com a presença de representantes do Departamento Estadual de Extensão Rural e Pesqueira (Derp) e da Diretoria de Extensão.
No escritório municipal da Epagri em Biguaçu, ele interagiu com os engenheiros-agrônomos Rafael Pereira Marçal e Ana Claudia Veloso de Souza, conhecendo a dinâmica do trabalho de extensão técnica e social/pedagógica. Os extensionistas mostraram ao visitante a organização do trabalho no município, desde o planejamento plurianual até as ações realizadas nas propriedades. Também relataram como são atendidos os diferentes públicos, como povos tradicionais, pescadores, maricultores e agricultores, assim como o acesso às políticas públicas estaduais e federais.