RAC completa 30 anos

Figura 1: Edição pioneira da revista Agropecuária Catarinense, lançada em maio de 1988

Há trinta anos, exatamente em 1988, a Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária S.A./Empasc, atual Epagri, lançava o primeiro número da revista Agropecuária Catarinense, mais conhecida por RAC. Passadas três décadas, e após dezenas de edições, a RAC enfrenta novos desafios na sua senda de levar informações atualizadas para o mundo agropecuário e pesqueiro, agora com dupla identidade: impressa e digital.

A Empasc foi fundada em 29 de outubro de 1975, quando o governo de Santa Catarina sentiu a necessidade da geração de tecnologias para impulsionar a agropecuária estadual. De 1975 a 1988 desenvolveu centenas de experimentos, pesquisas envolvendo culturas e criações de importância econômica e social, como arroz, feijão, milho, mandioca, bovinos de corte e de leite, plantas forrageiras e fruteiras como maçã, pêssego, uva e hortaliças, entre outras. Com muitos resultados e inovações no seu portfólio nos 13 primeiros anos de existência, a diretoria da empresa decidiu criar uma revista com forte base técnico-científica, mas também com caráter de duplo propósito. Ou seja, afora os trabalhos próprios da ciência agronômica, a idéia era divulgar matérias técnico-jornalísticas, como reportagens, notícias e seções especiais, para atingir um público mais diversificado, desde pesquisadores, extensionistas, professores, lideranças e estudantes, até agricultores, pecuaristas e o público em geral.

A RAC, como periódico técnico-científico, além de registrar as pesquisas de seu próprio corpo de investigadores, ao longo dos anos também abriu espaço para difundir trabalhos de profissionais de outras instituições, como cientistas de universidades federais e estaduais, pesquisadores da Embrapa e técnicos de entidades diversas.

Nos trinta anos da revista, 105 edições foram editadas e distribuídas não só nacionalmente, como também para outros países. Além de artigos que abordam produtos essencialmente agropecuários – frutas, grãos, hortaliças, bovinos, etc.-, a RAC acolhe assuntos diversos como agrometeorologia, meio ambiente, florestas, plantas medicinais e outros, sem fugir do enfoque principal da revista que é a agropecuária e a pesca.

Novos tempos

A evolução da ciência da informática e da tecnologia da informação-TI trouxe modernidade e agilidade às publicações impressas mundo afora. Principalmente nos últimos dez anos, ocorreram avanços nos processos de impressão e na maneira como os periódicos e revistas científicas passaram a ser editados e distribuídos.

Trinta anos atrás os artigos para a revista eram escritos em máquinas de datilografia, ou manuscritos, como até hoje são chamados, e demoravam para chegar aos editores e revisores. A Internet nem existia. Hoje, porém, os trabalhos são digitais e as correções são feitas na tela dos notebooks, desktops e até celulares, em plataformas de comunicação digital. Os textos são trocados rapidamente entre autores, revisores e editores. É a chamada editoração eletrônica. Neste momento, periódicos de alta relevância técnico científica nem são mais impressos, pois os leitores lêem diretamente nas telas, acessando as informações muito mais rapidamente. Com isso se ganha precioso tempo, sem falar na economia de papel e de custos de impressão; um processo muito mais amigável ao meio ambiente.

As revistas científicas passaram a ser indexadas em bases de dados informatizadas para facilitar o acesso a tópicos específicos, podendo ser localizados de qualquer parte do globo. A RAC seguiu essa tendência e a partir de 2016 a revista foi indexada no PKP (Public Knowledge Project) Index – um catálogo internacional de publicações gerido por pesquisadores de universidades americanas e canadenses. O próximo passo é a inclusão em outros indexadores importantes.

a modernização dos processos de editoração da RAC incrementou o número de pesquisadores e profissionais da ciência e tecnologia de variadas instituições do Brasil que passaram a contribuir, tanto em quantidade como em qualidade, com artigos para a revista. Com isso a revista ganhou muito mais visibilidade e novo fôlego. De olho no futuro, a RAC tem adotado práticas editorais alinhadas com as melhores revistas científicas, a fim de melhorar o seu conceito, tornando-a mais atrativa aos pesquisadores e público em geral. A publicação de artigos em inglês, o registro dos artigos com a Identificação de Objeto Digital (DOI), a incorporação dos editores de seção no processo de avaliação dos artigos e a capacitação da equipe editorial foram algumas das muitas ações já implementadas no processo de editoração da revista desde que essa nova modalidade eletrônica foi implantada.

O avanço tecnológico caminha com rapidez nunca vista e a equipe editorial da RAC, com editores técnico-científicos, jornalistas, revisores, diagramadores, e o apoio dos profissionais da Epagri, está disposta a enfrentar os novos desafios, quem sabe para os próximos trinta anos ou mais.

Paulo Sérgio Tagliari[1], Lucia Morais Kinceler[2] e Luiz Augusto Martins Peruch[3]

[1] Engenheiro Agrônomo, M.Sc., Epagri/ Departamento de marketing e comunicação, Rod. Rodovia Admar Gonzaga, 1347 – Itacorubi, Florianópolis, SC – Brasil – CEP 88034-901, E-mail: ptagliari@epagri.sc.gov.br.

[2] Cientista da Computação, Dra., Epagri/ Departamento de marketing e comunicação, Rod. Rodovia Admar Gonzaga, 1347 – Itacorubi, Florianópolis, SC – Brasil – CEP 88034-901, E-mail: luciamorais@epagri.sc.gov.br.

[3] Engenheiro Agrônomo, Dr., Epagri/ Departamento de marketing e comunicação, Rod. Rodovia Admar Gonzaga, 1347 – Itacorubi, Florianópolis, SC – Brasil – CEP 88034-901, E-mail: lamperuch@epagri.sc.gov.br.

(Publicado em Vol. 31, nº3, set./dez. 2018)

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