Tombamento causado por Fusarium verticillioides na cultura do milho

O milho (Zea mays L.) tem importância socioeconômica no Sul do Brasil, principalmente nas regiões do Planalto e Oeste Gaúcho e Catarinense e nos Campos Gerais do estado do Paraná. Na safra de 2015/16, a produção de milho da Região Sul do Brasil foi de aproximadamente 24,9 milhões de toneladas de grãos, representando 18,97% da produção nacional desse cereal (CEPA, 2017).

Entre os fatores que podem reduzir o rendimento da cultura do milho estão as podridões de plântulas e podridões de colmo, causadas pelo fungo Fusarium verticillioides (Sacc.), que também é conhecido por Fusarium moniliforme J. Sheld., cuja forma perfeita (forma sexuada) é a Gibberella moniliformis Wineland ou Gibberella fujikuroi (Saw.) Wr. Esse fungo é responsável por aproximadamente 60% das podridões de colmo diagnosticadas pelo Laboratório de Fitossanidade da Epagri/Cepaf, Chapecó,
SC, além de estar presente na totalidade das patologias de sementes realizadas nos últimos anos nesse mesmo laboratório.

O patógeno é o principal responsável pela produção de micotoxinas em grãos de milho e nos subprodutos oriundos desse cereal, destacando-se aquelas do grupo das fumonisinas (WORDELL FILHO et al., 2016), que causam a síndrome do edema pulmonar e diminuição do consumo de alimentos em suínos e diarreia, inibição do crescimento e mortalidade em aves (GIL &
LIMA, 1996).

Comments are closed.